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Quanto tempo uma pessoa viveria se pudesse morrer apenas de acidentes repentinos



Atualmente, entre as dez principais causas de morte no Brasil, apenas duas não são naturais. Ao lado dos problemas de saúde, estão homicídios por armas de fogo e acidentes de transportes terrestres.

Com esse cenário em mente, vamos supor que uma revolução no campo da medicina e da saúde elimine todas as formas de morte por causas naturais. Não existe mais câncer, AVCs, ataques cardíacos ou falhas do sistema respiratório. Como será que isso afetaria a expectativa de vida?

Imagine que a única forma de morrer seja por um acidente, como numa batida de carro, num tropeço nas escadas ou sendo atingido por um raio. Por quanto tempo será que iríamos viver num mundo assim? De acordo com uma simulação digital, seria por muito, mas muito mais anos do que vivemos atualmente.



O pessoal por trás do site Polstats conduziu um experimento simulando exatamente essa realidade que mudaria os paradigmas médicos e revolucionaria a nossa sociedade a partir da eliminação de mortes por causas naturais, como doenças ou problemas ligados ao envelhecimento. A partir dados fornecidos pelo Insurance Information Institute (Instituto de Informação de Seguros), dos Estados Unidos, o Polstats simulou um mundo em que vivem 100 pessoas.

Como a pesquisa foi realizada com dados de acidentes e expectativa de vida dos Estados Unidos, seria natural perceber algumas alterações nos números em diferentes partes do mundo, já que a quantidade de acidentes ou outras mortes não naturais possuem índices variados em cada país, porém a média pode ser mantida em todo o mundo, fazendo alguns ajustes.

Para os Estados Unidos, a expectativa de vida que atualmente é de 78 anos iria para impressionantes 8.938. E esse número representa a expectativa média. Num mundo sem problemas de saúde, algumas pessoas poderiam viver por mais de 30 mil anos sem nenhum problema. Numa das simulações realizadas no sistema, a última morte só ocorreu depois de passados exatos 45.641 anos.


Num mundo livre de mortes por causas naturais, a única forma de morrer seria por acidentes de trânsito, afogamentos, homicídios, incêndios, quedas de avião e assim por diante. A simulação do sistema trabalha com dados dos Estados Unidos, mas se fosse feita no Brasil, por exemplo, a maioria das pessoas seria morta por homicídios com arma de fogo, com acidentes de trânsito em segundo lugar. O número de mortes poderia cair muito e aumentar ainda mais a expectativa de vida com o surgimento de novas tecnologias, como a dos carros que funcionam sem motoristas, por exemplo.

A simulação apresenta um cenário hipotético bem distante de nossa realidade, considerando que curamos todas as doenças e, além disso, eliminamos quaisquer efeito da velhice no corpo. O cenário também supõe que crianças não morrem no parto e que a fome foi eliminada.

Você também pode fazer a simulação acessando o Polstats, selecionando o número de pessoas que gostaria de acompanhar e assistir ao gráfico interativo que mostra a passagem do tempo e a causa de morte de cada um dos moradores fictícios do mundo.

Deixando tudo isso de lado, a simulação nos lembra que ainda somos muito frágeis e estamos sujeitos a condições de perigo a todo o momento, principalmente no campo da saúde.

Gostou da previsão? Será que você conseguiria viver por mais de 8 mil anos? E se passasse de 30 mil, o que você faria nesse tempo todo? Conte para a gente!
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