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Denúncia de Janot pode acentuar “Dilmização” de Temer, com redução da base parlamentar


Analistas políticos e economistas concordam que a vitória do presidente Michel Temer (PMDB), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em nada encerra a incerteza com o governo peemedebista. Há variáveis demais. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, é a principal. E dá sinais de que vai abrir uma nova frente contra Temer esta semana, com uma primeira denúncia-crime a ser entregue no Supremo Tribunal Federal (STF). Na bolsa de apostas de Brasília, outras virão.

O que põe medo no governo não é uma derrota no trâmite do processo-crime. Quem recebe é o STF, mas quem autoriza a abertura é o Congresso que dá apoio ao presidente. Hoje os votos para barrar o andamento da denúncia de Janot, 171, são tidos como assegurados por Temer. E aí?

O problema é que Janot, e o sucessor dele, que assumirá a partir de setembro, mantém nas cordas o governo Temer. E a redução da base já teve início, apesar da hesitação do PSDB. O fenômeno ganhou nome: é a “Dilmização” de Temer, com ele repetindo em várias frentes o mesmo padrão errático de comportamento que antecedeu o esfacelamento da base da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). E a sua queda.
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