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Sem um "camisa 10", Náutico perde força ofensiva e criatividade na armação

Quando uma equipe que não marca gols há quatro jogos, o caminho mais fácil é apontar o ataque como maior culpado pela falta de vitórias. Argumento compreensivo, mas de alcance raso para entender, por exemplo, o cerne do problema do Náutico, clube que se encaixa no contexto apresentado. Os pernambucanos sofrem com a má fase de seus atacantes. Fato. Contudo, é um pouco mais atrás, no setor de armação, onde mais a equipe teve uma queda de rendimento. Com as saídas de Dudu e, principalmente, Marco Antônio, foi embora também toda a criatividade para distribuir as jogadas e municiar os homens da frente. Restou ao Timbu apostar em atletas originalmente volantes (Cal e Maylson), meias de mais velocidade e menos capacidade para dar passe final (Jefferson Renan), além de improvisações (Jeanderson). Uma carência que deixou o Timbu em situação delicada na Série B do Campeonato Brasileiro, ocupando a penúltima posição na tabela. 

Ninguém pode dizer que o técnico Waldemar Lemos não procurou solucionar o problema na criação das jogadas. Ele tem tentado diversas formações. Contra o América/MG, na estreia da Segundona, deixou Cal sozinho como responsável para servir os atacantes. Na rodada seguinte, diante do Figueirense, colocou Maylson para ajudar o garoto da base. Depois, contra o Ceará, apostou em Jefferson Renan. Três ideais que não trouxeram resultado. No jogo passado, contra o Brasil de Pelotas, o treinador arriscou ainda mais: colocou três volantes e improvisou o lateral-esquerdo Jeanderson como meia. Novo tropeço e, mais uma vez, as falhas na transição entre meio e ataque se repetiram.

Sem um camisa 10, o Náutico apela para ligação direta e cruzamentos infrutíferos. Para piorar, quando a bola chega ao ataque, dificilmente é em boas condições. Mas vale uma ressalva: os desempenhos recentes de Erick e Anselmo caíram vertiginosamente desde o fim do Pernambucano. Alison até acabou com o jejum de gols, mas não conseguiu embalar no time.

Reforços

De olho no mercado para reforçar o elenco no setor, o Náutico está próximo de anunciar as contratações do meio-campo Bruno Mota e do meia-atacante Iago. Júlio Brasília, que está em fase de observação no clube, é outro que pode ajudar a sanar o problema na posição que mais tem dado dor de cabeça ao técnico. Além disso, o Timbu deve confirmar nesta semana as vindas do volante Renan Paulino, do Atlético/PR, e do centroavante Vinícius, que estava no Cianorte/PR. O diretor de futebol do clube, Alexandre Homem de Melo, está em São Paulo para tentar fechar com mais reforços e encerrar o ciclo de contratações para a sequência da Segundona.
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