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Sem Transformação Digital a indústria de viagens corre o risco de se desconstruir


A internet, ninguém duvida, está aí para facilitar a vida das pessoas, das empresas, dos governos, de todos. Mas, a velocidade que a web imprimiu às mudanças é a maior já vista na história da humanidade e é esta a razão pela qual muitas organizações vêm ficando literalmente para trás, tornando-se obsoletas e perdendo mercado.

No caso da indústria de viagens o cenário não é diferente. Há 20 anos, quando alguém queria viajar era costume consultar amigos ou parentes. Depois disso era a hora de procurar uma agência de viagens para cuidar do pacote e, se não gostasse das opções, a solução era buscar… outra agência.

Hoje em dia, as pessoas ainda pedem sugestões umas às outras e alguns ainda utilizam as agências de viagem pela facilidade. Mas, a grande maioria vai mesmo é para a internet, para buscar as melhores ofertas de passagem aérea, alternativas de hospedagem e os melhores preços. Tudo sem sair de casa e com a possibilidade de ver como são os locais escolhidos.

As empresas desta indústria que ainda não se adequaram à realidade digital, acreditem, estão correndo grandes riscos de impactos negativos em seu negócio.

Portanto, cabe lembrar que essa nova realidade tem cinco elementos-chave, sem os quais a indústria do turismo tradicional pode se desconstruir totalmente. O primeiro deles são os dispositivos móveis, já que os viajantes da atualidade estão sempre conectados e com seus smartphones e tablets encontram rapidamente as informações de que necessitam. Em breve, os turistas nem precisarão fazer as buscas, porque os sistemas vão detectar o perfil de cada um e encaminhar automaticamente o melhor hotel, restaurante e a alternativa de voo.

Outro elemento-chave são os sites de review, que trazem a opinião de viajantes sobre sua experiência. Hoje em dia, antes de reservar um hotel, por exemplo, nada melhor do que conferir os comentários de quem já se hospedou lá. O líder deste setor é o TripAdvisor que, na América Latina, registra 43,2% dos acessos a esse tipo de informação. Em seguida está o Booking.com, com 38,2% de participação.

Os viajantes, em todo o mundo, também estão sendo extremamente beneficiados por novos tipos de empresas digitais – nosso terceiro elemento-chave. Este é o caso, por exemplo, do Airbnb, que já colocou a indústria hoteleira em alerta. Seu cadastro de hospedagem cresceu 100% de 2014 para 2015 e já soma 20 milhões de opções, a preços muito atraentes para o consumidor.

Quem nunca viu turistas de qualquer nacionalidade tirando centenas de fotos durante suas viagens? Sim, as pessoas gostam de compartilhar e hoje elas fazem isso nas redes sociais e abrem caminho para que milhares ou milhões de pessoas saibam o que está acontecendo com elas. O dado é um tanto antigo, mas vale para comprovar a afirmação. Em 2012, o Facebook analisou as chamadas Top Stories compartilhadas e descobriu que em 42% dos casos as experiências de viagens lideraram o ranking. Nenhuma empresa de viagens pode se dar ao luxo de ficar fora deste ambiente.

E, por último, nosso quinto elemento-chave é o big data, a enorme quantidade de dados disponível na internet sobre os viajantes. É a partir deles que se pode criar interações cada vez mais personalizadas, comunicação um a um e, assim, oferecer recomendações específicas a cada pessoa, baseadas em seus padrões anteriores de compra e no que ela realmente deseja e precisa, o que pode reverter positivamente nas taxas de conversão.

Diante disso, a conclusão a que podemos chegar é que a internet tem impactado significativamente a forma como as pessoas planejam, comprar e usufruem suas viagens. As empresas desta indústria que se adaptam a essa realidade conseguem garantir aos seus consumidores uma experiência de viagem muito mais rica e produtiva.
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