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A guerra do fim do mundo


As operações da Polícia Federal vão se desenvolvendo normalmente, as delações premiadas continuam a apontar pagamentos e conexões que levam a novas investigações, mas a Lava Jato hoje busca um objetivo principal: a condenação do ex-presidente Lula. Há um certo consenso de que todo o trabalho até agora realizado se perderá se Lula puder ser candidato em 2018 – e, pior ainda, se for eleito, apesar do que foi até agora conhecido.

É difícil explicar à opinião pública que um gerente da Petrobras, como Pedro Barusco, tenha se apossado de uns R$ 200 milhões, enquanto o presidente da República se limitou ao triplex, ao sítio de Atibaia, a presentes que deveria ter mandado incorporar ao patrimônio da União e a gentilezas de empreiteiras. As denúncias contribuem para minar a imagem de Lula, mas é preciso ter mais do que isso para cercear um político com sua popularidade, contatos e capacidade de manobra. É quase uma operação especial dentro da Operação Lava Jato: a Operação Pega Lula.

Boa parte das perspectivas de êxito da investigação está no material colhido com a apreensão de documentos da Odebrecht. Saem daí, por exemplo, informações sobre as palestras de Lula. A LILS, empresa do ex-presidente, se antecipou e divulgou seus dados: 72 palestras, cada uma a US$ 200 mil, para 45 empresas contratantes. Seis dessas empresas, a propósito, acusadas por superfaturamento e propinas na Petrobras.

As seis empresas acusadas no Petrolão e que pagaram US$ 200 mil por palestra de Lula são Odebrecht, OAS, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, UTC e Queiroz Galvão. Executivos da Andrade Gutierrez, UTC e Camargo Corrêa fizeram delações premiadas, confessaram o pagamento de propinas, mas ao que se saiba não incluíram os pagamentos pelas palestras de Lula na lista de ilegalidades.

É a Guerra do Fim do Mundo: a Lava Jato e Lula, frente a frente, com sangue nos olhos, um querendo destruir o outro.
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