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Oi acumula prejuízo de R$ 2,3 bilhões no primeiro semestre


Em processo de recuperação judicial, a Oi registrou no segundo trimestre deste ano prejuízo de R$ 656 milhões. Nos três primeiros meses deste ano, a perda havia sido de R$ 1,6 bilhão. Com isso, a Oi acumula prejuízo de R$ 2,3 bilhões no primeiro semestre deste ano. No mesmo período de 2015, o prejuízo foi de R$ 856 milhões.

A geração de caixa da companhia, medido pelo Ebitda, caiu 24,4% no segundo trimestre deste ano, somando R$ 1,435 bilhão. Assim, a receita da companhia caiu 3,5% em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 6,25 bilhões.

Como entrou com pedido de recuperação judicial, algumas dívidas foram reclassificadas. Com isso, a dívida bruta ao fim de junho deste ano chegou a R$ 46,4 bilhões, menor que os R$ 51,2 bilhões de junho do ano passado. Para a Oi, essa queda é atribuída “às amortizações de principal e juros da dívida realizadas no período, além do impacto positivo da valorização do real frente ao dólar (9,8%) e ao euro (12,6%) sobre a parcela da dívida denominada em moeda estrangeira”.

Já a dívida líquida subiu de R$ 34,6 bilhões para R$ 41,3 bilhões entre junho do ano passado e junho deste ano devido à menor geração de caixa da empresa.

QUEDA DE 5,2% NO NÚMERO DE CLIENTES

O caixa menor é reflexo do menor número de clientes, que chegou a 69,198 milhões, uma queda de 5,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo a empresa, houve deterioração macroeconômica, com impacto especialmente no pré-pago e no empresarial. Além disso, a companhia destacou gastos no pagamento da última licença de 3G e rescisões trabalhistas.

A empresa também elevou seus custos. No segundo trimestre, foram registradas despesas de R$ 5 bilhões, alta de 3,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Segundo Marco Schroeder, presidente da Oi, em conferência com analistas, disse que as operações da companhia no dia a dia continuam normais. Ele cita o aumento dos investimentos, que ficaram em R$ 1,253 bilhão no segundo trimestre. É uma alta de 17% em relação ao mesmo período do ano passado.

- É uma medida que permite que a empresa continue mantendo suas operações. Agora estamos desenhando o plano que vai ser apresentado no Conselho de Administração, aos credores e depois para ser homologado na Justiça. No dia a dia não tem impacto. Em relação aos demais players, tivemos um resultado satisfatório. As operações continuam normais até em relação aos investimentos. E tudo continua funcionando normalmente. A recuperação judicial tem impacto com os credores, pois estamos montando uma oferta para eles deliberarem.



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