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AESA vai fechar primeiro período de três cursos no 2º semestre

O drama da Autarquia de Ensino Superior de Arcoverde – AESA a cada dia ganha novos capítulos e cada vez mais dramáticos e de futuro sombrio. Até a última quinta-feira para sexta, apenas 1.070 alunos tinham se matriculado para o segundo semestre de 2016. Pelo menos três cursos não terão mais o primeiro período neste segundo semestre. Entre os feras, apenas 222 passaram no último vestibular, mas nem todos ainda efetuaram suas matrículas.

Segundo o professor e diretor do Centro de Ensino Superior de Arcoverde – CESA, responsável pelos cursos de licenciatura da autarquia, esse número de matrículas abrange também a Escola Superior de Saúde – ESSA. A expectativa é de que as matrículas fechem com um total de 1.400 a 1.500 alunos, cerca de 16% a 20% a menos de estudantes em comparação ao primeiro semestre.

A partir desta semana, quando se iniciam as aulas da AESA, pela primeira vez em mais de 30 anos, a autarquia não terá turma de 1º Período em três cursos: Letras, História e Geografia. A falta de alunos devido a falta de condições para pagar as mensalidades e o cancelamento das novas bolsas do Programa Universidade para Todos – Proupe contribuíram decisivamente para este quadro.

Para complicar ainda mais a situação crítica da AESA, no próximo dia 18 de agosto, o Governo do Estado, que tem à frente o Sr. Paulo Câmara (PSB), apoiado incondicionalmente pela prefeita do município, Madalena Britto (PSB), completa cinco (5) meses de atraso nas bolsas do Proupe. Segundo o professor Franklin Freire, em outros municípios algumas autarquias estão acionando a justiça para regularizar a situação através de suas presidências.

Procurada pela reportagem em contato telefônico com a Autarquia na última sexta-feira, a presidência da AESA, que tem a frente o professor Roberto Coelho, não pode se posicionar sobre a situação. O presidente encontrava-se viajando e a informação é de que só voltaria nesta terça-feira (9).

Conversando com alguns professores que pediram para não se identificar, surgiram vários comentários preocupantes sobre o futuro da AESA, entre eles um que chamou a atenção de que“fomos a primeira autarquia a abrir no interior e seremos a primeira a fechar” (?).

Diante a grave situação, os professores promoveram na última quinta-feira (4) uma reunião, sem a presença do presidente da autarquia, que encontra-se em viagem, aonde várias propostas foram debatidas e na próxima sexta-feira a conclusão se dará em outra reunião com a presença de todos, inclusive funcionários e alunos do CESA e da ESSA.

O objetivo é tornar público a situação de dificuldade financeira e administrativa da AESA e ao mesmo tempo cobrar das autoridades competentes soluções e propostas para o andamento daquela instituição de ensino superior.


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